19 de março de 2016

Resenha: Samantha Sweet, executiva do lar - Sophie Kinsella



Título Original: The Undomestic Goddess
Autora: Sophie Kinsella
Ano: 2011
Editora: Record
Páginas: 510

Sinopse: Samantha Sweet é uma advogada workaholic, que não tem tempo para família e amigos. Relacionamentos? Apenas os profissionais, obrigada! É assim até o dia em que ela dá a maior mancada corporativa da sua vida. Desesperada, sai para uma voltinha. Quando percebe, Samantha está diante de uma mansão deslumbrante, e é confundida com uma candidata a doméstica. A advogada, repentinamente, se vê entre panelas, máquinas de lavar roupa e ferros de passar. Será que seus patrões vão desconfiar que contrataram uma advogada formada em Cambridge, com QI de 158?


Depois de muito tempo sem ler nada da dona Kinsella, e depois de muitas tentativas frustradas de iniciar essa leitura, eis que finalmente encontrei o momento certo para ler "Samantha Sweet, executiva do lar". Porque sim, meu povo, eu realmente acredito que pra cada livro da nossa estante, há um momento certo para ser feita a leitura. Caso contrário a coisa não vai pra frente. E foi isso que aconteceu com o livro que venho vos falar hoje u_u

Foram muitas as vezes em que tirei esse livro da estante - sério, MUITAS. E já estava me frustrando que um livro chick lit da diva maravilhosa suprema Sophie Kinsella me causasse tanta dificuldade pra "engatar" na leitura.
Passadas as primeiras 90 páginas da história eu fui me dar conta do porquê eu fiquei travada tantas vezes no começo. E o motivo tem nome e sobrenome: Samantha Sweet.

No começo da história, somos apresentados a uma personagem completamente workaholic, que "programa" cada dia da sua vida em esquemas de 6min - sim, toda a sua vida é cronometrada, já que tempo é dinheiro. E isso me irritou MUITO. Sério gente, no começo do livro eu fiquei com muita raivinha da personagem e toda a sua obsessão pelo trabalho. E infelizmente isso se prolonga por muitas páginas do livro, tendo dificultado a minha "conexão" com a história.
Mãaaaas, como estamos falando de uma história escrita pela diva Sophie, é óbvio que ela daria uma reboladinha e as coisas começariam a ficar mais interessantes. E eis que isso acontece quando nossa especialista no que diz respeito a advocacia, porém um grande zero a esquerda quando o assunto é trabalho doméstico, acaba aceitando o trabalho de empregada doméstica em uma mansão, afirmando ser uma cozinheira nível cordon bleu - quando na verdade mal sabe o que é uma torradeira sim ela está nesse nível de "conhecimentos domésticos". O porquê dela fazer isso eu não posso contar, mas te garanto que essa escolha da personagem é o que vai gerar uma das histórias mais engraçadas e inusitadas de todos os tempos!

"Ela pega a tábua comigo e em dois movimentos ajustou exatamente na altura certa.
- Acho que você usava um modelo diferente - acrescenta com sabedoria enquanto ela se trava de novo. - Cada uma tem seus truquezinhos.
- Sem dúvida! - digo agarrando-me com alívio a essa desculpa. - Claro! Estou muito mais acostumada a trabalhar com uma... uma... Nimbus 2000.
Trish me olha, surpresa.
- Essa não é a vassoura do Harry Potter?
Porra.
Eu sabia que tinha ouvido em algum lugar." 
(Página 179) 

Por mais louca que seja a ideia de uma advogada de super alto nível trabalhando como doméstica, devo admitir que essa foi uma das melhores decisões que a Samantha poderia ter tomado, pois foi a partir dela que conseguimos ver o crescimento e amadurecimento pessoal da personagem. E sério meu povo, é simplesmente impossível não sentir orgulho da mulher incrível que a Samantha se torna no fim das contas *-*

E é claro que não poderia deixar de mencionar o meu amor pelos personagens secundários desse livro! Acho que a a autora tem um talento todo especial no que diz respeito a criação de personagens secundários, porque não é possível! Eles sempre entram para os meus queridinhos *u* 
Com "Samantha Sweet" não poderia ser diferente! Declaro aqui meu amor pela Iris - ah, como eu queria saber cozinhar como você, sua linda! Na verdade, saber cozinhar já estaria bom... T^T -, pela Trish e pelo Eddie - melhores patrões! <3 - pela Freya e até mesmo pela sra. Farley, que no fim das contas acabou se saindo uma senhorinha bem simpática u_u aduahsiudhaiushdiasd. 
E aproveito também para deixar registrado a imensa vontade que senti de socar infinitamente a mãe da Samantha e o Guy. Sério, esses dois poderiam dar as mãos e sair andando a caminho do fogo inferno, hihihi ^-^  talvez eu esteja um pouquinho na TPM, mas só talvez.

Também gostei muito do Nathaniel sério, cadê um jardineiro desses na minha vida? por ele eu até pegaria gosto em mexer com terra e do romance que se desenvolve ao longo da história, mesmo ficando em segundo plano. Acho que ele foi uma "peça" fundamental no amadurecimento da Samantha, fora que o bofe ainda é um tudo de bom apaixonado, aí já viu, né? Não tem como não amar <3

"Agora vamos à linguagem corporal. Franzo a testa tentando lembrar as regras da TV. Se uma mulher se sentir atraída por um homem, suas pupilas se dilatam. Além disso, vai inconscientemente se inclinar adiante, rir das piadas dele e expor os pulsos e as palmas das mãos.
Experimentalmente me inclino para o reflexo, estendendo as mãos ao mesmo tempo.
Estou parecendo Jesus.
Tento acrescentar um riso de flerte.
- Ha, ha, ha! - Exclamo em voz alta. - Você me mata de rir!
Agora pareço um Jesus alegre.
Realmente não sei se isso vai melhorar minhas chances." 
(Página 225)

Uma das coisas que eu mais gostei nesse livro, é que não se trata apenas de uma história divertida para entreter o leitor. Ela também nos traz reflexões sobre a vida e como a estamos vivendo. 
No livro, nossa protagonista é uma workaholic em busca de "ascensão profissional", e é impossível não criar uma correlação entre a personagem com a realidade. Quantas não são as pessoas que mais trabalham do que tem horas de descanso? Que vivem mais tempo dentro de escritórios do que da própria casa? Que mal tem tempo para desfrutar de uma refeição, pois tem que voltar logo ao trabalho? Mas acima de tudo, qual é o momento onde deixamos de viver em função própria e passamos a viver em função do trabalho/sociedade? Quando paramos para analisar, é realmente surpreendente. E acho que foi por isso que gostei tanto desse livro. Porque ele nos leva a reflexão. Ele nos leva a questionamentos a respeito de nossas próprias vidas e se estamos, de fato, sabendo extrair o melhor dela.

Quanto ao final da história, não poderia ter gostado mais. Sabe quando lemos o último parágrafo e ao mesmo tempo que nos sentimos felizes com o final de uma ótima história, é impossível não sentir a necessidade por mais capítulos, mais páginas ou mais um parágrafo que seja, só para ter um pouquinho mais da história e dos personagens? Pois é.
E como já é de praxe quando se trata de Sophie Kinsella, mais um livro que eu finalizo com um sorriso nos lábios e com os olhos sonhadores. Assim como também já entrou para os meus favoritos <3

Leitura mais que recomendada para quem curte dar boas risadas, e de brinde ainda acompanhar um romance quase impossível de não gostar. Com direito a personagens bem construídos, uma história bem desenvolvida e uma mensagem muito importante: Você vai deixar para viver e fazer as coisas que te fazem feliz amanhã? Ou vai fazer agora? (;

"- Não se critique por não saber todas as respostas. Nem sempre sabemos quem somos. Não é preciso ter o quadro geral, nem saber para onde estamos indo. Algumas vezes basta saber o que vamos fazer em seguida." 
(Página 295)

Esse livro faz parte do Desafio literário para meros mortais 2016 e cumpre a categoria "Um livro de capa amarela".

4 comentários:

  1. Suuuuuuuubae ♥
    Assim que abri o seu lindo bloguinho corri ler essa resenha. 1º porque é um livro da Sofhie-DIVA-Kinsella e 2º porque é um post fresquinho (Estava com saudades dos seus posts ♥).
    Ai, como pode uma pessoa escrever uma resenha tão gostosa? Sério, Sunbae, eu adoro as suas resenhas (e posts no geral), são perfeitas! Eu até abandonei a ideia de escrever resenhas lá no meu blog. Eu não tenho o dom para isso :[
    Eu suuuuper acredito nessa teoria de que há um momento certo para se ler cada livro. O estado de espirito atual, influencia muito na hora da leitura. Falando nisso, agora estive pensando: será que não gostei de certos livros porque eu não estava no momento certo para lê-los? Hm, estou curiosa sobre isso. O que você acha a respeito, Sunbae? Bom, mas vamos a resenha.
    Ai, o que falar desse livro da Sophie que eu mal conheço e já considero pakas? kkkkkkk Como assim uma advogada vira empregada doméstica? Senhoooor! Já sei que eu vou rir horrores! Quero muito saber como ela foi parar nessa enrascada.
    Nota: Estou rindo horrores com os dois primeiros quotes. "Estou acostumada a trabalhar com uma Nimbus 2000", "Estou parecendo Jesus" kkkkkkkkkk Ai meodeus!
    Nota2: O ultimo quote é tão inspirador ♥ De certa forma, serve para aquela conversinha que tivemos recentemente, não é?
    A escrita da Sophie é super cativante, né? Sem contar aquele bendito sorriso no rosto quando terminamos a leitura, né? Sério, tenho medo de ler os livros dessa autora em público. o.O
    O que eu posso dizer? Quero ler esse - e todos os outros da Sophie, porque né? - livro AGORA! Depois de "Fiquei com o seu Número" - o livro lindo-maravilhoso que você me deu de presente que eu amo demais e é um dos meus favoritos <3 - quero ler todos os livros dessa mulher!
    Nem sei mais o que dizer... acho que vou lá agradar a minha mãe pra ela me dar dinheiro, já volto!
    5 minutes later.
    Não deu certo T^T
    Maaaaas, adorei a resenha e mal posso esperar pelo próximo post. Oras, já comentei nesse, nada mais justo do que você postar outro! :p
    PS: Esse livro faz parte do seu desafio? Capa amarela e tals.
    Beeeijinhos, Sunbae, sua linda ♥
    http://embuscadefinaisfelizes.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Unnie! (((:
      Awwwwwn, quanto amor em um só comentário! *-* Fico muito feliz em saber que você gosta dos meus posts, ainda mais das minhas resenhas - que muitas vezes eu fico me perguntando se tá realmente boa T^T.
      Eu penso como você, unnie! Acho que muitas das leituras que não gostamos e não sabemos explicar muito bem o porquê de não termos gostado, está diretamente relacionado com o momento em que realizamos essa leitura. Às vezes não estávamos com muita paciência ou coisa do tipo ]: .
      SIIIIM! Com esse livro é risada garantida! XD
      Os quotes são ótimos! Vai do mais engraçado até o mais reflexivo, assim como a própria história e o crescimento da personagem. Livro perfeito <3
      Quanto ao sorriso no rosto, acho que é inevitável em se tratando de algo escrito pela dona Kinsella, não é mesmo? *u*
      Awwwn, que bom que eu acertei na escolha do seu presente, unnie! Você nunca tinha comentado nada a respeito do livro comigo que eu até pensei que você ainda não tinha lido ]: ahsdiuhaiusdhiusaisd. Mas fico MEGA feliz em saber que você se apaixonou pela Sophie - assim como eu - a partir daquele livro... e que fui eu quem te dei \o hasidhduahsdhuidhi.

      Siiim! Eu esqueci de colocar no post - inclusive vou atualizá-lo com essa informação -, mas esse livro faz parte do desafio, e cumpre a categoria de "Livro com a capa amarela". Obrigada por me lembrar! <3

      BEEEEEEEEEEEEEEIJINHOS E VOLTE SEMPRE! :* <3

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  2. OOOOOi Rafa eu li sua resenha logo que postou e a correria não me deixou comentar! Acredita que eu nunca li nada dela?? Siiiim nem eu acreditooo! Acheei a premissa da história bem interessante, mas não sei se aguentaria passar da primeira parte hahahha Ultimamente as personagens de check list estão me irritando profundamente e super entendo quando você falou que a sua leitura embasou por causa da personagem principal! Mas assim como você super curti o amadurecimento que parece que a personagem sofre (gosto disso) e talvez daria uma chance para o livro!

    Saudades!

    Beijinhos Bi

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  3. Só li um livro da Sophie, mas tenho vontade de ler vários. Esse é um deles mas só lembrava da capa e agora quero muito ler! Gosto de personagens workaholics kk Adorei a resenha, como sempre (ah eu li a de Azar o Seu, que bom que eu tava errada e vc achou bom sim, gostei daquele tipo de resenha)
    bjs

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A opinião é livre, não pode nem deve ser violentada.
(Baltasar Gracián y Morales)